quarta-feira, 23 de agosto de 2017

REGISTRO: Joelino Dantas, escritor gloriense, lança "O Fazendeiro"

Joelino Dantas, escritor gloriense.
Foto: Arquivo Pessoal.


Publicado originalmente no site Comunicação Vip, em 9 de agosto de 2017.

REGISTRO: Escritor gloriense lança ‘O Fazendeiro’...

O livro retrata, ao longo dos seus 39 capítulos, a vida na Fazenda Pau-Ferro, escondida nas brenhas da mata que circundam a cidade de Nossa Senhora da Glória. 

Confira a sinopse:

O Fazendeiro, cujo único amor era a sua fazenda; sua família (ou seriam apenas peões, concebidos somente para servir aos seus interesses?); as relações conflituosas, baseadas numa “Pedagogia do Medo”; as atitudes que só cabem a uma mãe que quer proteger a sua prole a todo custo; as quedas, mortes, medo, partidas, trabalho, trabalho, trabalho, festas, união, superação; a casa de farinha, a luz de candeeiro, a produção dos queijos, o casamento em carro de boi, o fogão à lenha, e tantos outros elementos da vida sertaneja… tudo isso o autor aborda, de uma forma que te prende ao texto, fazendo-o devorá-lo rapidamente, e se questionando: seria essa uma ficção ou uma história real?

Sobre o autor

Natural de Nossa Senhora da Glória/SE, foi alfabetizado somente aos 18 anos. Se graduou em Estudos Sociais pela UFS, e em Pedagogia pela Pio Décimo, onde se especializou em Planejamento Educacional.  Hoje é professor aposentado da rede estadual.

Escritor e poeta, possui dois livros publicados: Histórias que Ouvi e Escrevi (1984) e Das Cinzas um Grito de Esperança (2015), além de participação em diversas antologias poéticas. É membro efetivo da Academia Gloriense de Letras.

Texto e imagens reproduzidos do site: comunicacaovip.com.br

Alunos do Salvador conquistam ouro na Olimpíada Sergipana de Química


Publicado originalmente no site Comunicação Vip, em 22 de agosto de 2017.

Alunos do Salvador conquistam ouro na Olimpíada Sergipana de Química

A cerimônia de premiação aconteceu nesta terça-feira na UFS

Alunos do Colégio do Salvador, classificados na XI Olimpíada Sergipana de Química (XI OSEQUIM), participaram nesta terça-feira, dia 22, da cerimônia de premiação realizada no auditório da Reitoria da UFS. Ao todo, 19 alunos do Ensino Médio foram premiados com medalhas e menção honrosa.

Dos classificados, os alunos Marina de Carvalho Santos e Murilo Costa Campos de Moura foram destaques e conquistaram medalhas de ouro nas modalidades A – 1º ano e C – 3º ano, respectivamente. Ambos acertaram mais de 90% da prova de química na olimpíada.

O coordenador do Ensino Médio do Colégio do Salvador, Ronaldo Cruz, ressaltou o empenho da escola e dos alunos nas fases classificatórias. “O Colégio do Salvador participa da olimpíada desde a sua primeira edição, e sempre conseguiu um resultado bastante significativo. Estamos muito felizes com as conquistas deste ano. Todos estão de parabéns”, celebrou.

A aluna Marina de Carvalho falou sobre a sua colocação. “Já tinha participado de outras olimpíadas, mas, pela primeira vez, ganhei uma medalha, e estou muito feliz por ter sido a de ouro. Esse é o resultado do meu empenho. Agradeço pelo apoio dos professores, da minha família e dos meus amigos”, ressaltou.

No próximo sábado, dia 26, os medalhistas de ouro participam da etapa nacional, que ocorre na Universidade Federal de Sergipe. As provas acontecem simultaneamente em todo o Brasil. Os classificados garantem vaga na Olimpíada Brasileira de Química.

O outro medalhista de ouro do Salvador, Murilo Moura, já garantiu a vaga para a próxima fase. “Gostei muito do resultado, fiquei feliz com a minha conquista, minha família ficou orgulhosa também. Continuarei me esforçando para fazer bonito na próxima etapa”.

O professor de Química do Salvador, Roberto Góes da Silva, comenta a boa atuação dos alunos. “A Olimpíada incentiva os alunos a gostarem da disciplina de Química e seleciona os melhores de Sergipe para participarem das etapas nacionais. O Colégio do Salvador foi destaque com duas medalhas de ouro a nível estadual”.

O aluno Antony Santos da Rocha, do 1º ano, ficou com o bronze e muito feliz em ter participado. “Gosto do clima de Olimpíada, faço o possível para ser bem colocado. E fiquei muito satisfeito com o resultado. Vou participar no próximo ano também”, assegurou.

As medalhas são distribuídas por percentual de acerto na prova. Quem acerta acima de 90%, ganha ouro; 80 a 90% recebe a prata; 60 a 70% o bronze; 50 a 60% recebe a menção honrosa.

Texto e imagem reproduzidos do site: comunicacaovip.com.br

Exposição 'Recriando Mestre Passos' no Centro J.Inácio

Exposição acontece dia 22 a partir das 19h.
Foto: Danielle Pereira/Marcio Garcez.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 21/08/2017.

Exposição 'Recriando Mestre Passos' no Centro J.Inácio

Exposição acontece dia 22 a partir das 19h

Nesta terça-feira, 22, Dia do Folclore, o Centro de Arte e Cultura J. Inácio da Secretaria de Estado da Inclusão Social faz a abertura, a partir das 19h, da exposição “Recriando”, que reúne 11 réplicas de embarcações pelo olhar de Mestre Passos. Com expografia de Jorge Luiz Barros, curadoria de Sayonara Viana e fotografia de Mozart Daltro, “Recriando” traz reproduções da canoa de tolda (patrimônio cultural de Sergipe), do famoso tototó, do bote de São Cristóvão, da canoa cearense, entre outras embarcações.

José Santos de Araújo - o Mestre Passos - é filho da cidade de São Cristóvão. ‘Mestre’ por criar, ensinar, restaurar e transformar madeira em arte; ‘Passo’s por ter nascido no dia da Festa de Nosso Senhor dos Passos; ele herdou o ofício da marcenaria do seu pai, mas trilhou caminhos musicais, tornando-se primeiramente luthier e restaurador de mão cheia; depois, artista plástico e nautimodelista, se dedicando à construção embarcações e de réplicas reduzidas.

Desta atividade, surgiu a exposição “Recriando”, que antes do Centro de Arte e Cultura J. Inácio, passou pelo Museu de Arte Sacra de São Cristóvão, apoiadora da exposição. De acordo com a diretora do Museu e curadora da exposição, Sayonara Viana, “é um trabalho que faz parte do imaginário do artista, que remonta à infância. É como se ele estivesse brincando com a madeira e nos presenteando com belas obras que estão na história de Sergipe e de São Cristóvão”.

De acordo com o diretor do J. Inácio, Guga Viana, a abertura da exposição será marcada também por uma programação cultural especial. “Traremos grupos folclóricos para, com sua alegria, comemorar o mês do Folclore e a celebrar a inauguração da exposição, que permanece em cartaz até o dia 04 de setembro”, finalizou. O Centro de Arte e Cultura J. Inácio fica localizado no coração da Orla de Atalaia, próximo ao Farol da Coroa do Meio.

Fonte: SEIDH.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

Dia do Folclore é celebrado com apresentações culturais

 Grupo Treme Terra.

Coordenadora do Grupo, Maria Ione.
Fotos: Portal Infonet.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 22/08/2017.

Dia do Folclore é celebrado com apresentações culturais

As atividades seguem até esta quarta-feira, 22

As cores e sons dos grupos folclóricos sergipanos decoraram a praça General Valadão, centro de Aracaju, na tarde desta terça-feira, 22. A reunião dos grupos marcou abertura do Festival de Brincantes, evento promovido pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), através da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) em alusão ao Dia do Folclore, comemorado hoje.

O objetivo do Festival, segundo o presidente da Funcaju, Silvio Santos, é mostrar a riqueza cultural de Sergipe. “Nós somos um dos estados mais ricos em folclore no país, e muitas vezes os sergipanos não sabem disto, então precisamos jogar luz nesta cultura e estimular cada vez mais esta tradição”, explicou.

Um dos grupos que se apresentaram no evento foi o Guerreiro Treme Terra, da cidade de Japoatã. Segundo a fundadora e líder do grupo, Rosa Maria Ferreira, o grupo foi fundado há doze anos e mantém sua tradição preservada até hoje. “Fico muito feliz quando apresento o Guerreiro, seja na cidade ou no interior”, afirmou.

Grupo folclórico secular, o Parafuso da cidade de Lagarto também se apresentou no evento. Representando o grupo, a coordenadora e presidente da Associação Folclórica de Lagarto, Maria Ione do Nascimento, falou da preservação da cultura. “como o Parafuso é uma tradição que veio dos escravos, nós buscamos preservar a sua história e dar continuidade a ela, pela sua importância”, declarou.

O evento conta com palestras, ações educativas, rodas de conversa, feirinha de cordéis, artesanato, comidas típicas, exposições e exibições de curtas. As atividades acontecem até esta quarta-feira, 23.

Por Yago Andrade e Verlane Estácio.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

Manifestações culturais marcam o primeiro dia do Festival Brincantes

 Parafusos de Lagarto.

 Guerreiro Treme Terra de Japoatã
 mistura crianças e adultos.

 Maracatu de Brejão possui diversos idosos.

 Público apreciava as danças atenciosamente.

 Jovens e adultos acompanharam 
o primeiro dia do festival.

 Arena foi montada na Praça General Valadão.

 Samba de Pareia de Pareia de Laranjeiras.

Presidente da Funcaju prestigia os grupos folclóricos.
Fotos: Edinah Mary.

Publicado originalmente no site da PMA, em 22/08/2017.

Manifestações culturais marcam o primeiro dia do Festival Brincantes

O sorriso no rosto e o olhar radiante de alegria era nítido nos jovens, adultos e idosos que se apresentavam na arena do Festival Brincantes. O Maracatu de Brejão, de Brejo Grande, no interior sergipano, encantou o público, que assistia atenciosamente. Dona Risalva dos Santos, de 65 anos, era uma das mais animadas. “O maracatu é uma animação para a gente. Senão tiver maracatu em nossas festas, não tem animação. Foi maravilhoso poder participar deste festival e ter a oportunidade de mostrar a nossa cultura para todos que aqui estão”, comemorou.

O primeiro dia do Festival Brincantes, realizado pela Prefeitura de Aracaju, através da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), reuniu diversas manifestações populares na arena montada na praça General Valadão. Samba de coco, Cacumbi, Guerreiro Treme Terra, Maracatu e Parafusos foram os destaques neste 22 de agosto, Dia do Folclore.

“A primeira edição do festival já está sendo um sucesso. Nós idealizamos e construímos na ideia de plantar uma semente, mas plantamos e já está germinando, porque a acolhida do público neste primeiro dia foi maravilhosa. O pessoal participando e acompanhando as manifestações culturais, estes grupos extraordinários de Aracaju e de várias cidades do estado, nos enchem de alegria e nos dão a certeza que esta é apenas a primeira edição de muitas que virão por aí”, destacou o presidente da Funcaju, Silvio Santos.  

Era praticamente impossível passar pela praça e não cair no ritmo dançante dos brincantes. O público era formado por pessoas de todas as idades. Desde crianças, que até subiram na arena para participar das apresentações, aos mais idosos, que assistiram atentamente cada grupo que se apresentava, sem perder nenhum detalhe.

“Os grupos estão maravilhosos e são de uma diversidade incrível. Uma série de manifestações que prova que o estado de Sergipe é de uma riqueza imensa nas manifestações artísticas. As pessoas que trabalham no centro estão vindo, tem crianças também e está muito bonito. A programação está muito rica e dá vontade de dançar sem parar”, afirma a diretora da Escola de Arte Valdice Teles, Giuliana Maria.

Além das palestras que aconteceram de manhã e das apresentações folclóricas, o primeiro dia do Festival Brincantes contou com uma exibição de curtas na sala de exibição Walmir Almeida, no Núcleo de Produção Digital (NPD) Orlando Vieira, no Centro Cultural. Foram exibidos filmes dos “Diários da Cultura Popular”, da cineasta sergipana Gabriela Caldas. Os curtas foram o Viva Mussuca, Samba de coco de S. Dió, Diários Cozidos São Gonçalo e Samba de Parêa.

“O audiovisual também retrata a memória e as histórias do nosso folclore e cultura popular. Estamos participando do Festival Brincantes exibindo curtas que mostram isso. São filmes da cineasta sergipana Gabriela Caldas, uma profissional que retrata bem isso e, desde quando era estudante, ela frequentava os locais das manifestações populares, a mussuca, o samba de parêa, para registrar isso e eternizar. Então, é isso que trouxemos para o festival”, explica a coordenadora do NPD, Carolina Westrup. 

O Festival Brincantes continua nesta quarta-feira, 23, com palestras, feirinhas, exibição de curtas e muitas manifestações como o Ilariô de Pirambu, Caceteiras de São Cristovão, Quebra coco de Estância, Bacamarteiros de Carmópolis e muito mais.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

Festival Brincantes é aberto com palestras e apresentações de grupos folclóricos

 O festival acontece... no Centro Cultural de Aracaju 
e na Praça General Valadão.

 Cacumbí de Laranjeiras se apresentou 
no primeiro dia do festival.

 Samba de Coco do Mosqueiro se apresentando 
na General Valadão.


 Antropóloga e pesquisadora, Beatriz Góis.

 Professora e pesquisadora, Rejane Harder.

Presidente da Funcaju, Silvio Santos.
Fotos: Edinah Mary.

Publicado originalmente no site da PMA, em 22/08/2017.

Festival Brincantes é aberto com palestras e apresentações de grupos folclóricos

O Dia Nacional do Folclore, 22 de agosto, marcou o início do primeiro Festival Brincantes promovido pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), através da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju). Desde o início da manhã, o evento reúne pesquisadores, agentes culturais e demais aracajuanos no Centro Cultural de Aracaju (antiga Alfândega) e na praça General Valadão.

O festival foi aberto com a palestra “Educação musical através das manifestações culturais de Sergipe”, ministrada pela professora e pesquisadora Rejane Harder, que possui pesquisas de campo, bibliográficas e documentais sobre o tema. Na palestra, mostrou um olhar especial sobre as possibilidades de aplicar as músicas e danças de grupos culturais em sala de aula.

“A aplicação da música popular em sala de aula é muito importante, principalmente para desenvolver o reconhecimento. A dinâmica ajuda os alunos a valorizar as suas tradições, cultura e também enaltecer a sua identidade”, explicou. Após a palestra, estudantes do curso de Música da Universidade Federal de Sergipe (UFS), alunos de Rejane, realizaram uma atividade no Teatro João Costa envolvendo o público, formando uma grande roda de músicas e danças.

Quem também levou um pouco de sua contribuição na área da cultura popular foi a antropóloga, e uma das maiores pesquisadoras da cultura popular brasileira, Beatriz Góis. Beatriz mostrou os aspectos das taieiras de Sergipe, sua formação, atividades e sua colaboração para a cultura. Segundo ela, essa realização da Funcaju é uma oportunidade de interação entre os grupos, troca de conhecimento.

“Essa iniciativa da Prefeitura e da Funcaju é muito importante. A população precisa dessas atividades pedagógicas, desses intercâmbios culturais. Em meios de tanto avanços tecnológicos essas manifestações ajudam a inserir essas pessoas dentro dos seus contextos mostrando as suas origens e tradições”, observou.

A programação matutina contou ainda com as apresentações dos grupos brincantes Samba de Coco do Mosqueiro e Cacumbi de Laranjeiras, que animaram o público que passava pela praça General Valadão com suas cantigas, ritmos musicais, pisadas e gingados. O presidente da Fundação, Silvio Santos, acompanhou as apresentações e entrou no clima. “É impossível parar para conferir e participar do movimento. Isso faz parte da nossa cultura, faz parte da nossa identidade. Estamos muito felizes com o sucesso do evento e principalmente em ver tanta gente participando e se encantando com as belezas culturais do nosso estado”, disse.

 Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Palestra ‘Taieiras de Sergipe’ destaca importante movimento do folclore sergipano




O cantor Sena elogiou a iniciativa
 do evento,  que resgata o folclore.
Fotos: Silvio Rocha.

Publicado originalmente no site da PMA, em 22/08/2017.

Palestra ‘Taieiras de Sergipe’ destaca importante movimento do folclore sergipano

História, tradição e valorização da cultura local. Estes foram os destaques da palestra ‘Taieiras de Sergipe', proferida Por Beatriz Góis Dantas na manhã desta terça-feira, 22, no Teatro João Costa, no Centro Cultural Aracaju. A palestra faz parte da programação do ‘Festival Brincantes', desenvolvido pela Prefeitura de Aracaju, através da (Funcaju), para comemorar o Dia do Folclore.

Beatriz Góis Dantas é antropóloga e professora emérita da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Em sua fala, a professora apresentou sua pesquisa do ano de 1972, que resultou no livro ‘Taieiras de Sergipe: Pesquisa Exaustiva Sobre uma Dança Tradicional', publicado pela Editora Vozes. Autora de alguns livros sobre a cultura afrobrasileira, sobretudo a religião, ela conta que o que a motivou a pesquisar as taieiras foram os questionamentos dos seus alunos.

 "Eu dava aula sobre o folclore nacional e um aluno me questionou sobre as taieiras. Eu achava que não existia mais, porém ele contou que em Laranjeiras tinha o desfile anual. Então decidi pesquisar", explica a antropóloga. Ela fala que se encantou com a dinâmica do grupo. "O que mais me chamou atenção foi a persistência e dedicação dessas mulheres, principalmente a chefe, hoje já falecida, Bilina Araujo, com quem tive uma relação muito boa. Além disso, também tem a forma como realizam esse trânsito entre o afro e o católico", finaliza.

Louvando a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, as taieiras, hoje ainda presentes na cidade de Laranjeiras, agregam grandes quantidades de símbolos, herdados das irmandades negras formadas ainda durante o período da escravidão no Brasil. Beatriz falou sobre estes símbolos, como o cetro usados pelos reis durante as apresentações. "O cetro é apenas um cabo de vassoura com um buquê de flores em cima. Essas flores simbolizam o milagre de São Benedito, que era um escravo que trabalhava na cozinha da casa grande e dava comida escondido pros outros escravos, e só não foi descoberto uma vez porque transformou a comida em flores".

A taieira é uma dança folclórica de cunho religioso, que desfila durante a procissão no Dia de Reis, louvando os santos padroeiros negros São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Durante a procissão, eles cantam, dançam e tocam instrumentos de percussão. O movimento ainda resiste de forma bastante expressiva em alguns municípios sergipanos, como Laranjeiras e São Cristóvão. O de Laranjeiras, principal estudado por Beatriz, hoje é comandado por Bárbara Cristina dos Santos, neta de dona Bilina. Desde 2013, a taieira de Laranjeiras é reconhecida como Patrimônio Imaterial Sergipano.

O conhecido cantor Sena, que tem vários trabalhos baseados em ritmos folclóricos, inclusive o da taieira, acompanhou a palestra e comemorou a sua realização. "Sou aluno da Escola de Artes Valdice Teles e estou sempre participando destes eventos que a Funcaju promove. Esse especificamente é muito valioso para todos nós que trabalhamos com cultura do nosso estado. Temos uma cultura que o sergipano jovem não conhece e hoje só se ouve o que passa em rádio e televisão. Esse é um momento ímpar na cultura sergipana com essa explanação de grupos folclóricos, da nossa raiz. Se não houver trabalhos como este que está acontecendo, isso cai no esquecimento", disse.

Beatriz Góis Dantas nasceu em Lagarto, é escritora, antropóloga e professora. Tem vários livros publicados como Vovó Nagô e Papai Branco (1988) e Rendas e Rendeiras no São Francisco (2007). O Festival Brincantes segue até a quarta-feira, 23, com outras palestras, apresentações artísticas e feirinhas.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

São Cristóvão celebrará Dia do Folclore com ações

Thiago Fragata, poeta, historiador e diretor de Turismo.
Foto: Danielle Pereira.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 21/08/2017.

São Cristovão celebrará Dia do Folclore com ações

A cidade de São Cristóvão irá sediar três eventos

Nesta terça-feira, 22, será celebrado o Dia do Folclore Nacional. Para marcar a data, a cidade de São Cristóvão irá sediar três eventos envolvendo alunos de escolas públicas, professores, moradores e todo o público que estiver passando pela cidade nesta ocasião.

A partir das 8h, na biblioteca Lourival Baptista, Centro Histórico do município, acontecerá a oficina de contação de histórias sobre lendas folclóricas, trazendo à tona as histórias de: Rita Cacete, João Bebe-Água, entre outros nomes. Já às 9h, na Casa do Folclore Zeca Norberto (vizinho à biblioteca), o público contará com uma explanação especial sobre Mestre Rindú (dentro do projeto O Cordel de Um São Cristóvão Encantado). Já o grupo Chegança, a partir das 10h, fará uma emocionante apresentação dentro do Museu de Arte Sacra.

De acordo com historiador e diretor de turismo da Fundação Municipal de Cultura e Turismo João Bebe Água, Thiago Fragata, o Dia do Folclore precisa ser um momento de visibilidade para a cultura do município. “Nossa oficina começará às 8h e será para os professores do município, mas também abraçando o público que se interessar pelo tema. Estaremos convocando-os para que os mesmos conheçam as histórias de vida dos nossos artistas, focando nos contos folclóricos de São Cristóvão. A intenção com esta ação é propagar essas informações para que sejam trabalhadas dentro da sala de aula com a criançada, reforçando assim a identidade sancristovenses de nossos jovens”, pontuou. A ação terá seguimento também na Biblioteca Luiz Alberto (rua 50 nº 125, conj. Eduardo Gomes).

Segundo a coordenadora de Educação Infantil, Thallyta Aragão, o início do projeto “O Cordel de Um São Cristóvão Encantado”, ação da Secretaria Municipal de Educação, visa inserir os estudantes sancristovenses da história local. “Para este projeto contaremos com o apoio dos estudantes das escolas Gina Franco e São Cristóvão, que estarão realizando um trabalho de disseminar informações para o restante das escolas do município. Nas últimas semanas realizamos oficinas com esses jovens oficineiros, agora estaremos efetivamente colocando eles para propagar as informações adquiridas nos encontros sobre folclore. O convite também é aberto aos moradores da cidade e ao público em geral”, Thallyta.

Ainda dentro da programação alusiva ao Dia Nacional do Folclore, o Grupo Chegança fará uma apresentação dentro da capela do Museu de Arte Sacra de São Cristóvão, a partir das 10h, convidando a população e os turistas para celebrarem a data.

Fonte: Ascom São Cristóvão

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

Samba de Coco do Mosqueiro, integra programação do Festival Brincantes

 Dona Nazinha é uma das integrantes do grupo.

Seu Diô garante: samba é saúde e alegria.
Fotos: Silvio Rocha.

Publicado originalmente no site da PMA, em 21/08/2017.

Samba de Coco do Mosqueiro integra programação do Festival Brincantes

"Ai ai ai Indê, samba comigo que eu quero aprender. Ai ai ai Indê, brinca comigo que eu quero aprender".  As estrofes da cantiga ditam o ritmo do Samba de Coco do Mosqueiro, dança de origem africana com influências indígenas e que faz parte das raízes da cultura sergipana. À frente do grupo, um senhor de riso fácil, o mestre Rosualdo da Conceição, ou simplesmente seu Diô, como é popularmente conhecido.

O Samba de Coco do Mosqueiro é uma das atrações do ‘Festival Brincantes' organizado pela Prefeitura de Aracaju, através da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju). O evento será realizado nos dias 22 e 23 deste mês. Uma forma de homenagem a quem mantém viva essa tradição. "No que depender do meu grupo, vai ser muito legal, porque a gente anima. Nossa apresentação envolve todo mundo. Quem quiser brincar, é só entrar na roda e sambar. Não precisa ter roupa específica", disse o mestre, empolgado, aos 68 anos de idade.

História

Seu Diô não se lembra quando surgiu o Samba de Coco no Mosqueiro.  A avó dele era quem cuidava das festas do bairro e do grupo muito antes de ele nascer. Logo depois, o pai assumiu e passou para ele a missão de manter a tradição. De lá para cá, são 48 anos. Atualmente, o grupo conta com 28 pessoas, com idade entre 10 e 78 anos. A maioria dos brincantes é da família dele e mora na região.

"A geração das crianças é importante para que o grupo nunca acabe. É o que a gente cultiva. O samba para mim é saúde, alegria e emoção. Eu me sinto muito feliz quando estou sambando. Aliás, eu e todos os componentes. Às vezes, a gente inventa uma apresentação aqui mesmo só para sambar. O grupo é unido e muito tranquilo", contou.

No Samba de Coco a marcação é bem firme, feita através de sapateados e das palmas. O ‘tirador de coco' puxa os versos, que são respondidos em coro pelos outros participantes. Os versos são caracterizados pela informalidade. "É muito bom. Quando escuto a pisada, já quero sambar. E olhe que eu não sabia sambar, aprendi com minha prima faz um ano. Aqui, é só coisa boa", disse a esposa de seu Diô, Niralda Maria, conhecida como dona Nazinha.

Programação

O Festival ocorrerá nos dias 22 e 23 deste mês, no Centro Cultural de Aracaju, na praça General Valadão. Os grupos folclóricos vão percorrer algumas ruas do Centro, em cortejos festivos, e se apresentarão em uma arena em frente ao Centro (antiga Alfândega). O evento também contará com palestras, ações educativas, rodas de conversa, feirinha de cordéis, artesanato, comidas típicas, exposições e exibições de curtas.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Câmara de Vereadores homenageia cultura e folclore

 Sessão especial foi sobre os aspectos culturais 
e folclóricos de Sergipe.

 Solenidade aconteceu na manhã desta segunda.

 Festival Brincantes também teve espaço na sessão.

Presidente da Funcaju participou de solenidade na Câmara
Fotos: Edinah Mary.

Publicado originalmente no site da PMA, em 21/08/2017.

Câmara de Vereadores homenageia cultura e folclore

O presidente da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), Silvio Santos, participou nesta segunda-feira, 21, da sessão especial na Câmara Municipal de Aracaju sobre os aspectos culturais e folclóricos de Sergipe. A homenagem é de autoria do vereador Américo de Deus. A sessão contou com a participação de pesquisadores, produtores culturais e integrantes de grupos de manifestações folclóricas.

A iniciativa do parlamentar foi destacada por Silvio Santos, que elogiou a homenagem da Câmara Municipal às pessoas que trabalham para manter vivas as tradições culturais. “Mais que uma homenagem ao Dia do Folclore, essa sessão é uma forma de expressar o nosso agradecimento às pessoas que contribuem com as manifestações culturais. Essa é uma forma de mostrar um pouco da nossa identidade, da nossa raiz”, disse.

Silvio ainda falou sobre a vasta programação que a Funcaju, em parceria com outras instituições culturais do estado, está promovendo nos dias 22 e 23 deste mês. “Serão dois dias de apresentações, palestras, exposições e mostra de cinema com o intuito de incentivar e jogar luz na diversidade e beleza da cultura popular sergipana”.

O presidente da fundação disse ainda que tem feito esforços para produzir projetos voltados à cultura popular. “Confesso que estamos passando por um momento muito difícil financeiramente, mas estamos buscando apoio. Porque eu acredito que somando esforços a gente consegue enfrentar a crise econômica e levar a cultura do estado para um lugar de destaque”, complementou.

 Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br