sexta-feira, 23 de junho de 2017

Mão do milho cai para R$ 20 em dia intenso na Ceasa

Comerciantes derrubaram preço do milho
 e movimento só tem crescido.
Foto: Portal Infonet.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 22/06/2017.

Mão do milho cai para R$ 20 em dia intenso na Ceasa

Expectativa é de movimento ainda maior na véspera do São João

Ainda não é véspera de São João, mas muita gente apareceu na Central de Abastecimento (Ceasa) em busca dos produtos típicos da mesa junina. Se no início do mês a mão do milho [50 unidades] estava custando entre R$ 25 a 30, hoje a média é de R$ 20 reais. E com aquela velha pechincha, tem gente que pode garantir o cereal por até R$ 18. A procura por amendoim, laranja e fogueiras também é grande. A todo momento caminhões chegam e saem com novas cargas. Nossa reportagem acompanhou a manhã do Ceasa.

Confira matéria completa:


Texto, foto e vídeo reproduzidos dos sites: infonet.com.br  e  youtube.com

Arraiá do Povo movimenta São João na capital

 Mesmo na chuva, quadrilheiras do 
Peneirou Xerém não interromperam a dança.

 Orquestra foi aclamada pelo público.

 Professora aguardava Odir Caius.

 Casal aproveitava som da Orquestra Sinfônica para entrar na dança.

Vendedora estava confiante em relação às vendas
Fotos: Portal Infonet.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 22/06/2017.

Arraiá do Povo movimenta São João na capital.

Chuva não espantou forrozeiros.

Regada a música e dança, começou a primeira noite do Arraiá do Povo nesta quinta-feira, 22. Sombrinhas, casacos e chapéus fizeram parte dos adereços usados pelos forrozeiros no evento que é realizado na Orla de Atailaia. Na chuva, nem o público deixou de ir à festa e nem as quadrilheiras do Peneirou Xerém interromperam a dança.

Ao som da Orquestra Sinfônica de Sergipe, um casal formado por um sergipano e uma paulista também entravam no ritmo. Hermano Ribeiro pontuava enquanto ouvia “Sergipe é o País do Forró”: “Deveria ter forró o ano todo. Os turistas precisam chegar aqui e ouvir isso”. Ao seu lado, Andréa Rocha concordava afirmando que as atrações da terra precisam ser valorizadas. “Aqui tem muito coisa de qualidade que necessita de valorização”, disse a paulista.

Também curtindo a orquestra, a professora aposentada Eugênia Teixeira elogiava o evento. “Aqui estamos prestigiando os artistas da terra”, dizia. Questionada sobre a atração mais aguaradada para ela, a resposta veio rápida: Odir Caius.

Em uma das laterais do evento, a vendedora Maria Cruz torcia para que as vendas fossem boas. “Ano passado foi muito bom. Espero que esse ano seja também”, disse. Em sua barraquinha, comidas típicas estavam espalhadas aguardando para serem degustadas.

Com onze dias de festa, o Arraiá do Povo segue até o dia 1º de julho. Confira a programação.

Por Jéssica França.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Tradição junina: Emsurb fiscaliza comércio de fogueiras



Fotos: Marcos Rodrigues.

Publicado originalmente no site da PMA, em 21/06/2017.

Tradição junina: Emsurb fiscaliza comércio de fogueiras

Uma das principais tradições das festas juninas do Nordeste é acender a fogueira, em especial no Dia de São João. Em Aracaju não é diferente. Com o intuito de fiscalizar e disponibilizar locais adequados para a comercialização do produto, a Prefeitura de Aracaju, através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), vem atuando nos principais pontos de venda na capital.

“Solicitamos o registro da origem da madeira que será comercializada para, em seguida, conceder o termo de liberação dos espaços públicos. Na capital esses locais se concentram na avenida Heráclito Rolemberg, no conjunto Augusto Franco, e na praça Ranulfo Prata (em frente ao Cemitério da Cruz Vermelha), no bairro Getúlio Vargas”, explicou o diretor de Espaços Públicos da Emsurb, Bira Rabelo.

Ainda segundo o diretor, a autorização em espaços adequados tem o objetivo de dar melhores condições de trabalho aos comerciantes e mais opções aos cidadãos, que procuram comprar a fogueira e os demais produtos dos festejos juninos. “Durante as semanas que antecedem o período junino, intensificamos a fiscalização para proibir a venda em locais inadequados, como calçadas e demais espaços públicos sem estrutura para esse tipo de comércio”, informou.

Comércio legal

Comercializando fogueiras há mais de 20 anos no conjunto Augusto Franco, Humberto Silva Santos comentou sobre a importância de vender de forma autorizada e com produtos legais. “Todos os anos vou com antecedência até a Emsurb para solicitar a liberação do local onde vou vender minha mercadoria. Só trabalho com madeira permitida pelo Ibama, como o eucalipto e outras árvores frutíferas. Espero conseguir vender tudo até o São Pedro”, destacou.

 “A organização do local nos ajuda a garantir boas vendas, pois os clientes preferem lugares com maior facilidade de estacionamento e que tenha outros produtos juninos por perto, como a Ceasa”, explicou, José Antônio Santos, que comercializa fogueiras na praça Ranulfo Prata há 26 anos.

Origem da tradição

A fogueira, característica das festas de São João, tem seu fundamento na história do nascimento de João Batista. A fogueira era um sinal de Santa Isabel, mãe de São João, para Maria, mãe de Jesus.

No caso específico do Brasil, a prática do acendimento da fogueira na noite de 23 de junho foi trazida pelos jesuítas. Tal prática foi com o tempo associada a outras tradições populares, como o forró e as quadrilhas juninas.

Reza a tradição popular que, para cada santo junino, a fogueira tem de ser armada de uma determinada maneira: a de São João deve ter uma base arredondada, já a de Santo Antônio deve ser quadrada e a de São Pedro, triangular.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

Sucesso no primeiro dia edição junina do projeto ‘Ocupa a Praça’

 Rural do Forró.

 Idealizador do Projeto Rural do Forró, Bob Lelis.


 Comerciante, Márcia Fegiane.

Sommelier de cervejas, Felipe Menezes.
Fotos: Edinah Mary

Publicado originalmente no site da PMA, em 21/06/2017.

Sucesso no primeiro dia edição junina do projeto ‘Ocupa a Praça’

Nos quatro cantos de Aracaju é possível notar como a cidade respira o período mais aguardado do ano, o São João. Os festejos juninos aquecem a economia nordestina e mostra aos visitantes o melhor da cultura popular da região. A festa também está no calendário da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), através do Centro Cultural de Aracaju e do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (NPD), que realizaram mais uma edição especial junina do projeto ‘Ocupe a Praça’.

Cinema, feira gastronômica e muita música. Assim foi composto o projeto, que tem como proposta envolver a cultura junina através do cinema e os aspectos culturais da época harmonizando ainda mais a relação entre o Centro Cultural e a Praça General Valadão onde são desenvolvidas as atividades.

A primeira na noite do evento, esta quarta-feira, 21, teve início com o filme “A Luneta do Tempo”, dirigido, roteirizado e musicado por Alceu Valença, que mostra a história do cangaço de forma poética e lírica. Logo após a exibição do filme, aconteceu um debate com o diretor de cinema, Arthur Peixoto, que participou da direção do filme. Arthur veio à Aracaju exclusivamente para participação da edição do projeto. “Fiquei muito emocionado pelo convite, é sempre um honra poder divulgar esse projeto tão grandioso e que tenho maior honra de dizer que participei. Meu muito obrigado a todos que contribuem para realização do projeto”, agradeceu.

Depois da exibição o público dirigiu-se até à praça, onde estava montada uma estrutura com food trucks, equipamentos musicais e uma projeção imagética inédita nas paredes da antiga Alfândega, hoje, Centro Cultural de Aracaju. “A idealização desse projeto aqui no Centro de Aracaju foi pensada democraticamente com o objetivo de incentivar as pessoas a ocuparem as praças públicas com os movimentos culturais”, ressaltou a coordenadora do NPD e idealizadora do evento, Carol Westrup. “A Praça General Valadão é um espaço democrático onde as pessoas tem uma grande facilidade de se locomoverem, e elas já estão procurando muito, pedindo para participar do evento, motivo de muita alegria para nós que organizamos com todo carinho”, completou.

A servidora pública federal, Kátia Souto, veio de Brasília e ficou sabendo da novidade através de amigos. Segundo ela, realizações como essa é de fundamental importância para valorizar a cultura local. “O Nordeste é rico culturalmente, as cidades precisam desses movimentos sociais para mostrar o que as cidades têm de melhor. Essa é uma forma de expressão muito bonita, que eu espero de coração que tenha continuidade e os aracajuanos possam aproveitar bastante”.

Quem esteve no local prestigiando o evento foi à vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino, que destacou a realização como uma forma de revitalização do centro da capital e também como forma de geração de oportunidades. “Toda a equipe da Funcaju está de parabéns pela realização, que com certeza ajuda ainda mais na geração de renda e também na disseminação cultural do nosso povo”, disse.

Os food trucks trouxeram comidas diversificadas, desde comidas típicas da época até mesmo cervejas artesanais, que foi o caso do sommelier de cervejas, Felipe Menezes, que encontrou no projeto uma forma de divulgar o seu trabalho. “Essa iniciativa é muito importante para nós comerciantes, que precisamos desses eventos para trabalharmos e gerar renda. Aqui eu pude mostrar o meu trabalho, que ainda é pouco conhecido aqui no estado para o grande número de pessoas”, observou.

Outra comerciante que ficou bastante satisfeita foi Márcia Regina, que veio pela segunda vez com seu cunhado vender suas tapiocas, pamonhas, canjicas e outros derivados do milho. “Meu cunhado vende hambúrgueres caseiros, então, como estamos no São João, eu trouxe outros tipos de comidas para entrar no clima e complementar”, concluiu.

A música ficou por conta da Rural do Forró, que é um projeto itinerante de circulação com ideia de criar uma ligação entre a arte e os grupos culturais através da música.  “A Funcaju me convidou e eu não podia recusar o convite para esteve projeto promissor”, disse o idealizador da Rural, Bob Lelis.

O encerramento ficou por conta do DJ Rafa Aragão e o VJ Gabriel Barreto, que combinaram música com projeção imagética com imagens das festas juninas em Aracaju, registradas pela repórter fotográfica Edinah Mary.

Programação dia 22 (quinta)

19h - Feirinha Gastronômica na General Valadão
19h - Exibição do Documentário "Danado de Bom" em parceria com a Cacimba Vídeos
20h30 - Sarau da Quebrada "Guerrilheiras do Rap, Lari Lima e Coletivo Entre Becos.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

Festas Juninas tomam conta da Biblioteca Infantil





Publicado originalmente no site da SECULT, em 21 de junho de 2017.

Festas Juninas tomam conta da Biblioteca Infantil.


Tradições da época junina, comidas típicas e santos que marcam os festejos fizeram parte da programação da Biblioteca Infantil nesta semana. O São João da Biblioteca iniciou no dia 19 com o projeto “São João: Brincadeiras e Tradições”, resgatando diversos jogos a exemplo da pescaria, onde as crianças pescam perguntas, respondem-nas e ganham prêmios.

Entre as atividades, no dia 20, a Biafa promoveu um teatrinho de fantoches que chamou atenção das crianças com as apresentações dos personagens Zé e Zefinha. No dia 21, houve a tradicional contação de histórias com a presença do Tio Marcos, que participou pela primeira vez como convidado da Biblioteca.

“Contar histórias para essas crianças foi maravilhoso. Me preocupo bastante em levar coisas que vivemos no dia a dia para que reflitam sempre. Através da leitura e contação de histórias, ensinamos a terem uma visão mais ampla do mundo em que vivem”, destacou o contador.

Pai de duas crianças, Adriano Mota visitou a Biblioteca pela primeira vez, aprovou o acervo de livros e as atividades promovidas pela unidade. “Acho importantíssimo essa divulgação da leitura por meio da Biblioteca Infantil. Todos os pais deveriam tirar seus filhos de atividades supérfluas e trazê-los para um dia para cá”, ressaltou.

A Biblioteca Infantil está localizada na Rua Vila Cristina, s/n, bairro Treze de Julho, em Aracaju. Mais informações e agendamentos de visitas em grupo podem ser obtidos pelo telefone (79) 3179 – 1965.

Texto e imagens reproduzidos do site: cultura.se.gov.br

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Festejos juninos nos equipamentos da Assistência...


 Eliane Aquino, vice-prefeita e secretária da Semasc.

 Lenilde Souza, usuária do CRAS Gonçalo Rollemberg.




 Luana Dias, coordenadora do CRAS Jardim Esperança.

A ornamentação dos espaços foram feitas pelos usuários
 e funcionários dos equipamentos.
Fotos: Danillo França.

Publicado originalmente no site da PMA, em 20/06/2017.

Festejos juninos nos equipamentos da Assistência fortalecem a autoestima da população

Junho é tempo de celebrar tradições tipicamente sergipanas. Para fortalecer a autoestima da população referenciada nos equipamentos da Secretaria Municipal da Assistência Social (Semasc) iniciou as festividades de junho com muito forró e alegria na tarde desta terça-feira, 21.

Se Sergipe é o “País do Forró”, Aracaju é a capital desse país e os seus munícipes são forrozeiros de alma. A vice-prefeita e secretária da Assistência Social, Eliane Aquino, visitou os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) Jardim Esperança, Gonçalo Rollemberg e o abrigo Caçula Barreto, que montaram arraiás para recepcionar os seus usuários. Ela acredita que os eventos são muito importantes para o fortalecimento de vínculos dos referenciados com o equipamento que estão e com a própria comunidade. “O papel do poder público é de principalmente dar qualidade de vida à população e é isso que estamos proporcionando aqui. A alegria que essas pessoas provocam no coração da gente ao participarem de forma tão entusiasmada de um momento como esse é grande demais”.

A maioria do público que frequenta os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) é formado por crianças e idosos. Em eventos de cunho participativo como são os festejos juninos dos equipamentos essas crianças e idosos tem a possibilidade de confraternizar com seus pares através da música e da dança, por exemplo.

Outros fatores de destaque na celebração é a possibilidade de uma integração entre gerações diferentes e o baixo investimento financeiro. A coordenadora do CRAS Jardins Esperança, Luana Dias, explica como a festa é organizada. “Além do forró em si e das comidas típicas nós temos as recreações que unem idosos e crianças. As brincadeiras são da época dos nossos avós e para que as crianças saibam manipular os aparelhos é necessária a ajuda dos idosos. Sobre os custos do evento nós podemos dizer que eles são os mínimos possíveis. Toda a ornamentação do CRAS foi feita tanto pelos usuários como pelos funcionários da casa, o que torna a festa muito mais afetiva e significativa, além de não gerar grandes despesas para a máquina pública”.

Lenilde Souza frequenta o CRAS Gonçalo Rollemberg e vai fazer 70 anos. De trança nos cabelos e vestido de quadrilha multicolorido, ela diz como se sente durante as celebrações juninas. “Esse forró está muito animado. Esse tipo de festa é muito importante porque eu encontro com as minhas amigas e podemos brincar de forma saudável. Tá é danado de bom!”.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

Bandeiras, balões e fogos: a tradição dos itens juninos

Itens são tradicionais e trazem histórico religioso.
Foto: Portal Infonet.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 21/06/2017.

Bandeiras, balões e fogos: a tradição dos itens juninos

Pesquisador explica a relação religiosa de cada item

As bandeirinhas coloridas, balões, fogueiras e fogos de artifícios são elementos que compõem a ‘alma’ do período junino. Quando aponta o mês de junho no calendário, quem vive essa tradição, costuma enfeitar suas casas com todos esses itens. Mas você sabia que cada um desses elementos tem uma importância histórica e religiosa? Quem conta isso em detalhes é o pesquisador da área Lindolfo Amaral.

Confira a entrevista:


Texto, imagem e vídeo reproduzidos dos site: infonet.com.br e youtube.com

terça-feira, 20 de junho de 2017

Café nordestino é traço cultural nos mercados municipais

Dona Leda mostra acompanhamentos mais pedidos por sergipanos.
Foto: Portal Infonet.

Publicado originalmente no Portal Infonet, em 20/06/2017.

Café nordestino é traço cultural nos mercados municipais

Buchada, carneiro, mocotó e sarapatel são alguns dos pratos

Os mercados municipais são, de corpo e alma, cultura e tradição. E a culinária não foge essa regra. Acostumado com comidas carregadas, mesmo nas primeiras horas do dia, o nordestino não negaria um cardápio com buchada, rabada, mocotó, carneiro ou até porco como café da manhã.

No Mercado Albano Franco, em Aracaju, pequenos restaurantes são voltados para esse tipo de culinária e transmitem toda cultura regional através do paladar, seja para os conterrâneos, ou até mesmo para os turistas.

Confira matéria completa no vídeo:  


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Vendedores estão animados com o movimento no período junino

Foto: Divulgação.

Publicado originalmente no site do Jornal do Dia, em 18/06/2017.

Vendedores estão animados com o movimento no período junino

Os vendedores de fogueira acham que vendas este ano serão melhores.

Por Milton Alves Júnior.

Vendedores de fogueiras estão esperançosos com a possibilidade de aumentar em até 30% o número de produtos vendidos neste período junino. De acordo com os comerciantes, o alto índice de encomendas já demonstra a tendência para o aquecimento das vendas. Paralelo a tradição em acender fogueiras nos dias de Santo Antônio, São João e São Pedro, a fraca programação no interior sergipano e o cancelamento do Forró Caju estão fazendo com que os sergipanos aproveitem a oportunidade para reunir as famílias e comemorar a data festiva a modo antigo. Os maiores fluxos de vendas de fogueiras estão no Conjunto Augusto Franco, na Praça da Cruz Vermelha - bairro Siqueira Campos, e no bairro Coroa do Meio.

Faltando apenas cinco dias para as comemorações destinadas a São João, ainda é possível encontrar os produtos com preços que variam entre R$ 15 e R$ 80 - a depender do tamanho da fogueira e espessura dos troncos. Além de vender no tradicional varejo, os vendedores oferecem descontos para quem compra acima de quatro unidade no mesmo valor, e fornece serviço de entrega com taxa considerada acessível para todos. O serviço de frete é a parte, mas entra no pacote de descontos atraentes a depender da quantidade de fogueiras compradas. Todo o serviço de vendas segue sendo monitorado por fiscais do Corpo de Bombeiros Militar.

Na manhã de ontem, em entrevista concedida ao Jornal do Dia, o pedreiro Roberto Santos disse ter suspendido os serviços profissionais para se dedicar à venda de fogueiras e milho. Segundo análise financeira apresentada pelo comerciante, em período de chuva o índice de atuação como pedreiro cai de forma significativa, e, por este motivo, há dois anos o mês de junho segue sendo de muito trabalho, porém em ramo diferente. Sem comemorar a suspensão do Forró Caju, mas exaltando o salto dado nas vendas, ele alega que a crise no sistema público tem ajudado de forma indireta, a acrescentar o lucro em outros setores.

"Eu não comemoro a não realização da festa porque sei que muitas pessoas que estavam acostumadas a vender lá. A região agora estão tentando se virar para tentar conseguir um dinheirinho extra, inclusive meu filho e minha pra também trabalhavam lá na área dos mercados. Por outro lado aqui as coisas começam a melhorar um pouco já. De cinco fogueiras que vendo, umas duas são para pessoas que tinham como costume ir para alguma festa que não será realizada. Sem Wesley Safadão, Elba e tantos outros artistas se apresentando de graça, o São João e São Pedro desse ano serão mais caseiros", avaliou. As fogueira podem ser facilmente encontradas em bairros da zona Norte, nas proximidades da Avenida Maracaju, e no bairro Industrial.

Milho - Apesar do reajuste no valor do milho verde, o produto mais consumido pelo nordestino neste período também segue com venda abrangente. No Mercado Albano Franco, centro de Aracaju, é possível adquirir seis espigas de tamanho médio por R$ 5; já no Centro de Abastecimento de Aracaju (Ceasa), o consumidor pode encontrar comerciantes repassando até sete unidades pelos mesmos R$ 5. Paralelo aos mercados centrais e feiras livres, redes de supermercado especulam uma venda de até 130 mil espigas durante este período; essa quantia equivale a apenas para as unidades do Grupo Ceconsud/GBarbosa.

"O milho sem sombra de dúvidas é o grande anfitrião deste mês e para atender bem os nossos clientes estamos disponibilizando, inclusive em algumas unidades, stands juninos. As vendas seguem em alta é assim deve permanecer por pelo menos dez dias. Estamos dispostos a vender toda a nossa carga e contribuir por um período junino saboroso para todos", declarou o gerente lojista Ancelmo Ramos.

Fogos - O comércio de fogos também começa a sentir aumento no fluxo de consumidores em busca dos artefatos. A resposta para esta evolução está no pagamento salarial dos servidores estaduais, aproximação das datas comemorativas, bem como o período de férias escolar. A perspectiva é que a partir de hoje o movimento na tradicional feira dos fogos apresente índice superior ao mesmo período do ano passado. O Comando Geral do Corpo de Bombeiros informou que profissionais da Diretoria de Atividades Técnicas (DAT), estão pressionando os vendedores a respeitar todas as exigências presentes na Instrução Normativa 001/2016-CBMSE.

Texto e imagem reproduzido do site: jornaldodiase.com.br

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Entrevista - Antônia Amorosa


Publicado originalmente no site Bacanudo.

Antônia Amorosa.

Em busca do resgate da autêntica raiz cultural

"Se cada nordestino não se atentar para o que está acontecendo, o próprio nordestino destruirá, com seus gostos flutuantes, a sua maior cultura musical – o forró".

O desabafo de artistas nacionais e músicos consagrados, com relação ao explícito desrespeito cultural pelo qual vem passando os tradicionais festejos nordestinos, onde a cada ano, a tradição do nosso povo está sendo engessada através da cultura de outras regiões e empurradas goela a dentro nas festividades públicas, através de administradores municipais, produtores musicais e veículos de comunicação, respingou em nossa terra através da icônica artista sergipana Antônia Amorosa, que não é de agora que vem sentindo na pele este descaso cultural e como um espécie de espinha presa na garganta, chegou até a engavetar a carreira, para evitar bater de frente com os tidos "donos da situação", resolvendo emudecer para não contrariar e ferir brios.

Mas, como tudo, uma hora o caldo sempre entorna, ela resolveu arrancar do peito todo o sentimento de angústia e de insatisfação, e somou-se aos demais artistas que usaram das mídias sociais e entrevistas para fazerem o seu lamento e as suas reivindicações, deixando claro que a diversidade de um povo condiz primeiro com a preservação da cultura de um lugar. Não queiramos jamais dizer que os outros não têm vez, até por que existe também o gosto popular a ser respeitado, mas sim que o espaço de cada um começa quando termina os das raízes locais, inerentes a uma cultura, a um comportamento, uma tradição e uma história que atravessa muitos e muitos anos.

Bastou uma declaração dela numa rede social, para o assunto viralizar em todo o país, fortalecendo o pertinente, coerente e mais que oportuno discurso, com adesão de apoios vindos de todas as regiões do país.

Para quem talvez não saiba, Antônia Amorosa tem régua e compasso para bater forte nesta tecla, afinal detém 32 anos de carreira, mais de 60 prêmios como cantora, com destaque para as premiações de melhor intérprete no festival "Canta Nordeste", em 1993, evento pilotado pela Rede Globo; melhor intérprete do país, na "Festa da Música Brasileira", no Rio de Janeiro, em 2001; tendo recebido no ano passado o maior prêmio de consagração de um artista nordestino, o "Troféu Gonzação", em Campina Grande, na Paraíba, ao lado de Carlinhos Brown, Elba Ramalho e Marina Elali.

Atuou em mais de 80% dos Estados brasileiros, além dos países da Alemanha, Áustria, Estados Unidos e Inglaterra. Foi diretora de arte e cultura da Funcaju, criando o mais importante espaço de preservação do forró, o "Casarão da Clemilda".

Amorosa é membro das Academias Itabaianense e Aracajuana de Letras, autora de cinco livros, colunista há cinco anos no Jornal Correio de Sergipe, além de ter gravado sete CD's e ter participado de 12 coletâneas. Em breve, estará lançando o seu novo disco "Raiz, Amor e Fé", que contará com um dueto com a consagrada cantora Marinêz, trabalho musical desenvolvido pelo filho da grande cantora paraibana, o maestro Marcos Farias.

Através desta exclusiva para o BACANUDO.COM, acompanhe os pontos de vista coerentes e sensatos desta exímia e respeitada artista a respeito do tema que tomou conta do país, principalmente do Nordeste. Anavan! 

BACANUDO - A cada ano que se passa percebemos uma crescente descaracterização dos nossos festejos juninos. O que está acontecendo?
ANTÔNIA AMOROSA - Um dos motivos que me fizeram sair dos palcos em 2010 foi este e, o principal motivo do meu retorno este ano, também. Percebi que não estava ajudando com o meu silêncio, nem atuando timidamente, nos bastidores. Quando tive a chance de estar no poder, dentro do espaço que me fora dado, consegui criar projetos que ajudaram a fortalecer o movimento, como o 'Casarão da Clemilda', no ForróCaju. Mas, sei que se trata de um ponto num universo mais complexo que envolve a educação familiar e escolar, a mídia e a visão dos gestores. Se cada nordestino não se atentar para o que está acontecendo, o próprio nordestino destruirá, com seus gostos flutuantes, a sua maior cultura musical – o forró – que deve ser a maior atração dos festejos juninos, ao lado das nossas quadrilhas, culinária e cenário característico. Portanto, o maior problema está na responsabilidade do próprio nordestino em lutar, ao lado dos artistas, pela cultura que lhe pertence, e não aquela que está sendo colocada “goela abaixo”,através da mídia.

BACANUDO - A quem pode ser atribuída a culpa dessa desvalorização cultural?
AA - São vários culpados. E cada um deve assumir a sua cota. A primeira delas começa em casa. Crianças nascem todos os dias, e os pais, que esquecem de onde seus próprios pais e avós vieram, não ensinam a estas crianças sobre o valor da nossa cultura. A escola, em parte, faz sua parte, mas ainda é insuficiente para a demanda. Em seguida, vem a mídia que muitas das vezes, ao invés de cumprir seu papel social, se submete à “grana que ergue e destrói coisas belas.” E, na sequência, vêm os empresários, gestores, artistas..., que preferem cantar o modismo do que a verdadeira cultura; e, quando decidem defender uma cultura, andam na contramão, cantando e tocando com o chapéu dos outros, quando deveria usar o seu próprio chapéu. Na verdade, ao que parece, os “novos nordestinos” têm vergonha dos nordestinos que os antecederam e lutaram muito para que eles se tornassem o povo quase esclarecidos que são hoje. Porque se fossem realmente cultos, não permitiriam tamanha violência contra sua própria história. 

BACANUDO - As tradições nordestinas estão perdendo espaço para a cultura de outras regiões? Por quê?
AA - Porque nossa capenga educação forma o cidadão para uma profissão, mas não prepara o cidadão para a boa cultura. Nas escolas, esta matéria não é levada a sério, tudo é feito com improviso, não havendo uma política permanente de formação para mostrar para as novas gerações que o forró é mais do que um estilo – é a biblioteca musical da história do povo nordestino, num período crítico da nacionalidade brasileira, que só conseguiu se consolidar, graças à atuação de artistas como Luiz Gonzaga, que cantou e contou a história do nosso povo, com poesia, elegância, simplicidade e sabedoria. Esta parte da história que envolve secas rigorosas, abandono político, imigração, doenças e morte da nossa gente, não pode ser esquecida. Nos festejos juninos, prevalece nosso orgulho de sermos nordestinos, de termos vencido algumas dificuldades e construído uma nação paralela, dentro do Brasil. A partir do momento que “sertanejamos” nosso São João, estamos dizendo não ao nosso passado, presente e futuro, para dizer sim, à vitória de outras regiões. Não significa
dizer que tenhamos que ser fechados para eles, mas não podemos nos negar para tirar o espaço de quem é da gente, e priorizar a cultura de outros. Neste ponto, há linguagens e signos que revelam nossa estima e capacidade de autoconhecimento. O nordestino está devendo uma autoreflexão sobre seus próprios valores culturais. 

BACANUDO - Alguns artistas tradicionais e icônicos, assim como você, estão reclamando e batendo fortemente na tecla dessa desvalorização cultural. Esse grito pode resultar em vitória?
AA - Me preocupo, muito mais com o percurso, do que com o resultado. Porque prefiro a ação do que a omissão. Há regras midiáticas que precisam ser revistas, especialmente nas rádios do Brasil, que recebem concessões e têm como uma das principais missões, fortalecer o movimento cultural da região onde se estabelece. Mas, o que temos visto é a determinação da grande mídia impondo sobre as pequenas, e fragilizando mercados que poderiam caminhar independentes e fortes, ao lado das suas representações musicais. O Brasil é gigante e cabe todos, se cada um souber o seu lugar. Não significa que tenhamos que criar sistemas de isolamento. Ao contrário. Podemos interagir, sem perder o equilíbrio proporcional de deixar mais para quem é de casa, e menos para quem é de fora. Mas, a cultura que prevalece não é esta. E isto é muito ruim para o desenvolvimento cultural da imensa diversidade brasileira. O povo está “osmoseado” (onde a repetição de algo cria vício), por produções duvidosas, sem qualidade textual, caprichando nos arranjos e no visual, mas empobrecendo cada vez mais, o nível musical do povo brasileiro, que tem boa música, mas não consome.

BACANUDO - Por que já não se fazem festejos e não tem sido criadas programações como antigamente?
AA- Porque a madre desta cultura, que são os lares nordestinos, foi substituída pela cultura das ruas. Antes, estas festas aconteciam como ocorre no natal. As famílias se reuniam para brindar os festejos juninos, caprichando na culinária, decoração, figurino, música. O abandono desta tradição que deveria ser mantida pelas famílias nordestinas foi transferida para os gestores públicos, que nem sempre cumprem com seu papel em preservar a cultura permanente. Nesta luta de braço, a cultura paralela está engolindo, em altas doses, a nossa cultura mais autêntica.

BACANUDO - Os artistas e músicos nordestinos estão sendo desvalorizados e jogados ao escanteio ou esquecimento?
AA- Proporcionalmente, sim. É necessário que cada gestor compreenda qual o seu papel dentro do universo cultural onde atua. Se ele tem 100 reais para gastar, ele precisa fazer o levantamento da demanda local, e destinar o maior percentual para aqueles que dependem das ações dele para sobreviver dignamente. Somente na sobra, se sobrar, é que se paga ao vizinho ou o forasteiro para mostrar sua cultura. Mas, como a cultura do pão e do circo jamais saiu do imaginário popular, o circo de fora é sempre mais bonito do que o “palhaço” de dentro – onde todos veem o riso do palhaço, mas não consegue ver a sua lágrima. E o gestor, sabido, sabe usar isso a seu “favor”. Afinal, a mediocridade  de muitos, alimenta a artimanha dos poucos espertos.

BACANUDO - Por onde deve e de que forma pode ser feito o resgate das tradições?
AA- Particularmente, só acredito numa mudança através de uma lei que, sendo aprovada, deve ser fiscalizada para seu cumprimento. Lei sem cobrança é lei morta. Ao mesmo tempo, para tentar salvar as próximas gerações, defendo técnicas de ensino que fortaleçam o conhecimento da nossa cultura e a importância da sua preservação. O resgate de tradições que honram a história de um povo. Já fui recebida em residências, tanto na Alemanha quanto em Porto Alegre, onde os anfitriões usavam trajes folclóricos com um orgulho estampado no rosto. Em Sergipe, jamais fui convidada para um almoço ou jantar, onde os convidados estivessem caracterizados de folcloristas sergipanos. Está mais do que na hora de fazermos algo assim. Está lançado o desafio. A propósito - Uma vez, fui convidada para cantar no Circo do ator Marcos Frota. Cantei. Vestida de São Gonçalo!

BACANUDO - Você, como artista, também vem sentindo um certo desprezo pelo trabalho desenvolvido durante décadas e pela bandeira que sempre hasteou, em torno da tradição nordestina?

AA - Afirmo que a música me deu amigos, amores e irmãos. A música me deu prêmios, reconhecimento, popularidade. Estabilidade, não. Já fiz muitos shows de graça, fora aqueles que fiz e jamais recebi – por considerar que fui amadora em acreditar nas pessoas, jamais fui na imprensa entregar nenhum deles. Você não imagina como comprometeu minha cidadania e meu nome. Mas, carrego uma esperança e uma fé acima de qualquer compreensão.  A música, para mim, é missão. Mas, ela não me deu em estabilidade, o que dei a ela em fidelidade, e isso passa pela consciência social do ambiente onde o artista atua. Sei que muito do que faço, só será reconhecido depois da minha morte. Só espero em Deus que eu consiga honrar com tudo que preciso, sem que seja preciso entregar ninguém. Sou uma descendente de Abraão, assim creio. E os filhos de Abraão só colhem suas lutas quando os anos cobrem os fios dos seus cabelos. Permaneço com uma espada invisível nas mãos e os olhos em atalaia. Sou uma fênix e uma guerreira. Esta vitória, pela fé, há de vir porque sei que plantei com profundo amor. Como sei que há raízes que são tão profundas, que demoram a surgir na superfície. Portanto, o tempo não é meu, mas de Deus.

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